Você sabia que, em apenas sete minutos, criminosos podem roubar o dinheiro da sua conta e sacá-lo antes que você perceba? Esse é o tempo médio que eles levam para transferir o valor para contas de terceiros, conhecidos como “laranjas”, e retirar tudo em espécie. Apesar dos alertas, 70% dos clientes de bancos, como o Nubank, ainda caem em golpes, segundo a vice-presidente de combate a fraudes da instituição, Fabiola Marchiori. Mas como isso acontece tão rápido? A resposta está em uma técnica chamada engenharia social, que é basicamente a arte de enganar pessoas para obter informações ou dinheiro.
Engenharia social é o nome dado a golpes que usam a nossa confiança, medo ou falta de atenção contra nós mesmos. Por exemplo, o criminoso pode fingir ser alguém do banco ou da empresa de cartão e pedir que você confirme dados pessoais. Parece inocente, mas, com essas informações, ele pode acessar sua conta ou até te convencer a transferir dinheiro diretamente para ele. É importante lembrar que os bancos nunca pedem senhas ou dados sigilosos pelo telefone ou mensagens.
Outro exemplo recente é o “golpe do Pix errado”. Nele, o golpista faz um Pix para você de propósito e depois diz que foi um engano, pedindo que devolva o dinheiro. Quando você faz isso, ele entra em contato com o banco alegando que foi vítima de um golpe. Assim, o banco usa uma regra de proteção chamada MED (Mecanismo Especial de Devolução) para tirar o valor da sua conta novamente, deixando você no prejuízo. Esses golpes mostram como os criminosos são criativos até mesmo com sistemas feitos para proteger o consumidor.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) está buscando maneiras de dificultar esse tipo de crime, propondo que o MED possa bloquear o dinheiro em várias contas ao mesmo tempo. Isso ajudaria a evitar que os bandidos espalhem o valor em várias contas, o que é uma tática comum para dificultar o rastreamento. No entanto, o saque em dinheiro ainda é um desafio, já que, depois de retirado, é praticamente impossível recuperá-lo.
O ponto principal aqui é: ninguém está totalmente imune. Esses golpes podem atingir qualquer pessoa, independente de idade, classe social ou experiência com tecnologia. A melhor defesa contra isso não é ser um expert em tecnologia, mas praticar a simplicidade e a desconfiança saudável. Nunca compartilhe dados pessoais ou faça transferências sem ter certeza absoluta de quem está do outro lado. Lembre-se: a pressa e a pressão são as melhores amigas dos golpistas.
Se um desconhecido pedir algo urgente, como uma transferência ou a confirmação de dados, pare, respire e desconfie. Em vez de agir imediatamente, procure confirmar as informações diretamente com o banco ou com quem supostamente entrou em contato. E se algo parecer estranho, siga seu instinto e não prossiga. É melhor pecar pelo excesso de cuidado do que perder dinheiro.
A simplicidade é a sua melhor aliada porque ela evita que você tome decisões precipitadas. Atenda ligações com calma, não clique em links suspeitos e nunca compartilhe suas senhas. Lembre-se de que os golpistas contam com sua reação rápida e sem pensar. Seja paciente e sempre verifique antes de agir.
Seja esperto: os golpes de engenharia social só funcionam porque exploram falhas humanas, não tecnológicas. Proteger-se é mais simples do que parece. Use seu bom senso como a primeira camada de segurança e, acima de tudo, não confie em quem quer resolver algo urgente na sua vida financeira.
Fonte: Manual do Usuário, Mobiletime

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Não é preciso ser criativo. Não é preciso ser técnico. Pode discordar. Pode concordar também. Só não vale ofender, xingar, usar o espaço para outro fim se não o de comentar o post. Agradeço antecipadamente por sua contribuição!